Fada madrinha
Apesar de não lembrar de muitos fatos da minha infância e de muita coisa só lembrar através de várias consultas e regressão, uma memória nunca sumiu, a de suplicar para que surgisse uma fada madrinha.
Por muito tempo eu pedia e pedia, para que surgisse algum ser mágico e me transformasse, pois assim haveria aceitação imediata. Minha idade devia ser entre 5 e 6 anos, mas a ideia de transformação sempre foi uma coisa recorrente, que foi alterando o ser mágico de acordo com a idade, até se tornar um sentimento infantil, pois a medida que os anos passaram me parecia cada vez mais impossível uma mudança, ainda mais mágica (risos).
A vida as vezes é dura com crianças inocentes, entender logo cedo que há algo "errado" e que "nunca poderá ser o que é, que nunca poderá brincar com uma boneca, que não poderá usar um vestido, suas irmãs tinham roupas legais que não usaria, sua mãe usava saltos... Eram tantas vontades, mas a cada dia aquele mundo feminino se tornava distante, se fechava, encerrava minha alegria, minha vida colorida, minha fada madrinha teimava em não aparecer, com isso ficava cada dia mais introvertida e misturado aos outros traumas, que mesmo com pouca idade já tinha, me fazia entrar ainda mais numa concha, então em dado momento passei a ter duas vidas, eram duas pessoas em uma, e para que eu não pirasse resolvi sacrificar uma, mas não havia como matar minha alma, já não mais tinha fé em minha benfeitora mágica.
São tantos questionamentos, tantos porquês, tantas dúvidas e tantas culpas, hoje não quero ficar me culpando, não posso, nem achar um culpado por nascer assim ou culpar as pessoas que me fizeram mal, até minha fada madrinha que nunca apareceu eu a perdoo.
Agora deixo outras histórias relacionadas a minha infância para outro momento.
Um feliz Bididi-bobidi-boo a todos!
Bjinhos
Por muito tempo eu pedia e pedia, para que surgisse algum ser mágico e me transformasse, pois assim haveria aceitação imediata. Minha idade devia ser entre 5 e 6 anos, mas a ideia de transformação sempre foi uma coisa recorrente, que foi alterando o ser mágico de acordo com a idade, até se tornar um sentimento infantil, pois a medida que os anos passaram me parecia cada vez mais impossível uma mudança, ainda mais mágica (risos).
A vida as vezes é dura com crianças inocentes, entender logo cedo que há algo "errado" e que "nunca poderá ser o que é, que nunca poderá brincar com uma boneca, que não poderá usar um vestido, suas irmãs tinham roupas legais que não usaria, sua mãe usava saltos... Eram tantas vontades, mas a cada dia aquele mundo feminino se tornava distante, se fechava, encerrava minha alegria, minha vida colorida, minha fada madrinha teimava em não aparecer, com isso ficava cada dia mais introvertida e misturado aos outros traumas, que mesmo com pouca idade já tinha, me fazia entrar ainda mais numa concha, então em dado momento passei a ter duas vidas, eram duas pessoas em uma, e para que eu não pirasse resolvi sacrificar uma, mas não havia como matar minha alma, já não mais tinha fé em minha benfeitora mágica.
São tantos questionamentos, tantos porquês, tantas dúvidas e tantas culpas, hoje não quero ficar me culpando, não posso, nem achar um culpado por nascer assim ou culpar as pessoas que me fizeram mal, até minha fada madrinha que nunca apareceu eu a perdoo.
Agora deixo outras histórias relacionadas a minha infância para outro momento.
Um feliz Bididi-bobidi-boo a todos!
Bjinhos

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