Amiga invisível
Tenho que escrever antes de dormir. É uma singela história que pra mim é carregada de significados.
No budismo em uma de nossas práticas diárias há um momento em que oferecemos orações as pessoas falecidas, normalmente familiares, mas esta pessoa que passei mais de 20 anos oferecendo minhas orações teve grande importância pra mim.
Entre os meus 16 ou 17 anos conheci Paola, uma mulher trans, filha de Dona Benedita, ambas com histórias de vidas surpreendentes. Paola foi a primeira mulher trans que tive proximidade, não chegamos a nos tornar amigas, nosso contato foi breve, pois logo ela viria a falecer. Nunca tive oportunidade de conversar profundamente com ela, saber como era sua vida, o que ela sentia, também não tive de falar sobre mim, o que eu sentia, as coisas que guardava trancadas no peito. Eu a via esporadicamente quando ia entregar os jornais. Mas no pouco que a conheci pude ver a beleza do ser humano.
Não me lembro de ter contado esta história a ninguém, a mãe dela nunca soube, acho que evitei falar algo por acreditar que as pessoas não entenderiam minha posição. Após seu falecimento pude comprovar que para mim não seria fácil.
Espero que minhas orações a tenham ajudado de alguma forma.
É isso meus querides, só para demonstrar como pequenas coisas podem ter grandes significados.
Bjinhos!!!!
No budismo em uma de nossas práticas diárias há um momento em que oferecemos orações as pessoas falecidas, normalmente familiares, mas esta pessoa que passei mais de 20 anos oferecendo minhas orações teve grande importância pra mim.
Entre os meus 16 ou 17 anos conheci Paola, uma mulher trans, filha de Dona Benedita, ambas com histórias de vidas surpreendentes. Paola foi a primeira mulher trans que tive proximidade, não chegamos a nos tornar amigas, nosso contato foi breve, pois logo ela viria a falecer. Nunca tive oportunidade de conversar profundamente com ela, saber como era sua vida, o que ela sentia, também não tive de falar sobre mim, o que eu sentia, as coisas que guardava trancadas no peito. Eu a via esporadicamente quando ia entregar os jornais. Mas no pouco que a conheci pude ver a beleza do ser humano.
Não me lembro de ter contado esta história a ninguém, a mãe dela nunca soube, acho que evitei falar algo por acreditar que as pessoas não entenderiam minha posição. Após seu falecimento pude comprovar que para mim não seria fácil.
Espero que minhas orações a tenham ajudado de alguma forma.
É isso meus querides, só para demonstrar como pequenas coisas podem ter grandes significados.
Bjinhos!!!!

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